Violência Nossa de cada dia

Violência Nossa de Cada DiaFlorianópolis: Gruppos – espaço editorial, 2001.

A par de buscar respostas nem sempre possíveis para questões que todos nos formulamos sobre a questão da violência, este livro propõe-se – e nisto talvez resida seu maior mérito e originalidade – a examinar formas menos explícitas de violências cometidas no dia-a-dia de nossa vida familiar, profissional e social.

Em meio à onda de pessimismo pela impotência das instituições humanas em resolver o flagelo da violência, o autor nos traz uma nota de otimismo, ao observar que nunca como agora houve tanta indignação contra atos de violência e tanto empenho em bani-los de nossa realidade existencial, o que sugere que a humanidade, pela via da tomada de consciência e de uma atitude antes reflexiva que reativa, está, quem sabe, se encaminhando para a resolução de um dos mais cruciais problemas que a afligem desde os primórdios da civilização. Isso, no entanto, só ocorrerá se passarmos da aceitação contemplativa e cúmplice com os atos de violência que ocorrem à nossa volta para uma indignação transformadora, a partir do reconhecimento de que o germe da violência também está em cada um de nós e ao identificá-lo quiçá tenhamos novos subsídios para erradicá-lo do universo social que compartilhamos com os demais seres humanos.